Caros amigos,
Este blog tem como objetivo mostrar e falar sobre futebol na sua essência.
Não tenho a intenção de ignorar o futebol atual, mas, o que praticamos hoje, principalmente no Brasil, está longe de ser o esporte coletivo e inteligente que já praticamos algumas décadas atrás.
Fui jogador amador de alguns clubes sociais, em São Paulo. Gostava do jogo bem jogado, de passes simples e poucos dribles. Sempre tive orientações de técnicos, familiares e amigos para jogar assim.
O que vejo hoje nos nossos gramados é completamente o contrário. Jogo individual com poucos jogadores que compreendem o desenrolar do jogo.
Por sorte, nasci em uma espécie de dinastia futebolística. Meu avô materno, Pablo Nehin, foi jogador do Estudiantes de La Plata (Argentina) na década de 30, tendo seu irmão, José Nehin, jogado a Copa de 1934 pela seleção Argentina. Meu pai, Clovis Correa Filho ou Jabuti, foi um grande goleiro. Infelizmente não o vi jogar. E mais próximo de minha geração, meu irmão Raphael, sete anos mais velho, também goleiro de grande categoria. Com ele pude inclusive jogar junto.
Com os citados acima, aprendi muito sobre o jogo. E de certo modo coloquei em prática na minha curta vida de futebol amador.
Fico pensando se meu filho, ainda não concebido, não conhecer o que o futebol brasileiro já fez de bom. Isso seria uma descontinuidade.
Por isso, tive a idéia de criar o Essência da Bola.
Ele é para todos os amantes do futebol, mas, principalmente para as novas gerações de futebolistas. Para esses, tentaremos mostrar que o "toca e recebe na frente", o "um dois", o "quem pede recebe, quem se desloca tem preferência", que a movimentação coletiva tanto ofensiva quanto defensiva, é muito mais importante e eficiente que uma "pedalada" ou uma "caneta".
Novamente, não quero ignorar os dribles, pedaladas e canetas. São lindos movimentos, que só engrandecem o jogo, quando bem usados. É que hoje, tem jogador que pedala, pedala, e mata o jogo coletivo.
Por enquanto, prefiro deixar a primeira frase para a molecada que gosta de bola, e que aprendi aos meus 12 anos, com um grande amigo e ex-craque do Pinheiros, Flavio Coelho ou Mulata. Ele dizia: "Carlão, futebol é simples, o amarelo passa pro amarelo, o azul pro azul". Isso nunca mais me saiu da cabeça.
Aguardem primeiro post com discussão e vídeo de um grande lance do passado recente. Tentarei fazer um post por semana.
Abraço,
Carlos Corrêa
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