Sou nascido em 1977, ano do primeiro título brasileiro do São Paulo Futebol Clube..
Pedro Rocha fazia parte do time de Minelli que ganhou do Atlético Mineiro na decisão por pênaltis, em pleno Mineirão.
Infelizmente, quando comecei a ver jogos de futebol, Pedro Rocha já estava parando de jogar.
Mas, amigos mais velhos do futebol e familiares, principalmente meu irmão Raphael, sempre falaram maravilhas do craque uruguaio.
O meia-atacante jogou quatro Copas do Mundo – nenhum uruguaio conseguiu isso – foi ídolo no Peñarol, do Uruguai (81 gols em 159 jogos), no São Paulo (113 gols em 375 jogos), foi ídolo da Celeste (17 gols em 52 jogos).
Até o Pelé o colocou entre os cinco maiores jogadores de todos os tempos.
Pelos "tapes" e vídeos, obviamente é muito fácil ficar fascinado com o futebol de "El Verdugo".
Meia de muita categoria. Armava o jogo, mas chegava muito facilmente na área para finalizar, e com os dois pés.
Anos mais tarde, já com meus 20 anos (1997), jogando no campeonato interno do Clube Atlético Indiano, tive o prazer de conviver com os dois filhos de Pedro Rocha. O mais velho, Pedrinho, foi nosso técnico no Corinthians do Indiano. O mais novo, Gonçalo, jogava no nosso time, e por sinal muito bom meio-campista.
Não tive a oportunidade de encontrar Pedro Rocha. Meu irmão teve esse prazer em uma tarde, anos antes de eu começar a jogar no Indiano. Lembro dele me contar, com emoção, como foi apertar a mão de "El Verdugo".
Anos mais tarde, Pedro Rocha adoeceu. Nunca mais falei com seus filhos, mas sempre pensava positivamente para que tudo estivesse da melhor maneira possível.
Agora, no dia de sua morte, o que li nas entrevistas de Muricy, Serginho Chulapa e tantos outros companheiros, é notório. Todos, sem exceção, comentam o jogador e pessoa maravilhosa que foi Pedro Rocha. O pouco que conheci seus filhos, demonstra isso. Ótimas pessoas.
Uma das boas histórias que Pedro Rocha fez parte é a final da Libertadores de 1966.
Na chamada negra (terceira partida da final), pois cada time havia vencido em seus territórios, o Peñarol saiu perdendo de 2 x 0 para o River no primeiro tempo, em Santiago do Chile. Liderado por Pedro Rocha, o Peñarol empatou o jogo no segundo tempo, e com mais dois gols virou o jogo na prorrogação.
Após essa virada, os torcedores do River deixaram de ser chamados de "milionários" para serem chamados de "galinhas", ou "gallinas" em espanhol. Até hoje possuem esse "apelido".
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2013/12/02/morre-pedro-rocha-ex-jogador-e-idolo-do-sao-paulo-e-da-selecao-uruguaia.htm
Deixo outros links de algumas matérias e blogs que selecionei, sobre o Pedro Rocha.
Histórias maravilhosas para eternizar esse craque de bola!!
http://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2013/12/02/pedro-forte-como-rocha-morreu-e-eu-me-lembrei-do-grilinho/
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2013/12/03/forlan-e-chulapa-lamentam-morte-de-pedro-rocha-e-reverenciam-idolo.htm
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Abre o olho Felipão!!! Olha o Ganso!!!
Queridos boleiros que adoram futebol arte.
Um lance fantástico aconteceu no campeonato brasileiro na partida entre São Paulo x Botafogo, neste domingo.
Ganso, o único craque do time tricolor paulista, fez jogada de rara habilidade, inteligência e leveza. Por capricho, a bola não entrou. Coisas do futebol.
Vale a pena ver o vídeo do lance no link abaixo.
Aliás, o link também descreve mais uma "pataquada" dita por Felipão.
http://virgula.uol.com.br/esporte/futebol/felipao-desdenha-alerta-de-muricy-sobre-ganso-na-selecao-escolha-e-minha
Não estou gostando do comportamento de Felipão após conquista da Copa das Confederações.
Uma coisa é ser sincero, ter personalidade forte. Outra coisa é não querer enxergar o óbvio, só porque outro treinador deu uma opinião que qualquer cego pode ver.
O Ganso está jogando muito!
Ele melhorou fisicamente, e deve estar no grupo da Copa de 2014.
Por birra, Felipão respondeu à Muricy, dizendo que não escala o time dos outros.
Time dos outros? A seleção é de 180 milhões de brasileiros. Será que ele não entendeu isso? Já ganhou uma Copa. Será que esqueceu?
Enfim, persistindo o comportamento do gaúcho, ele pode morrer abraçado com seus "afilhados", sem ter um jogador que realmente pensa o jogo e tem o passe como principal arma.
Leovigildo Lins da Gama Junior, o Junior, ex-flamengo e Seleção de 82, têm a melhor definição para PH Ganso: "Ele acha espaço onde não existe!!!".
A Seleção Brasileira não tem nenhuma opção como PH Ganso.
Não digo para ser titular de cara, já que aparentemente, somente aparentemente, a Seleção vai bem.
Mas vai bem, muito pela "tal intensidade" do jogo de Paulinho, Oscar, Neymar, Bernard, etc.
Todos, ótimos jogadores, aliás, um deles é fora de série (Neymar).
Mas, nenhum deles possui o toque, nenhum acha o espaço onde ele não existe.
Será que não seria bom ter a opção do Ganso para entrar, quando a seleção estiver atrás no marcador contra qualquer time europeu pragmático, que sabe muito bem marcar de frente?
Tirando o Oscar, só temos carregadores de bola.
Acho arriscado não ter opções diferentes.
Felipão, liga para o Dunga, e pergunta se ele não se arrependeu em não convocar Neymar e Ganso em 2010, quando a Holanda estava na frente, e as opções no banco eram Julio Baptista e Grafite?
O Dunga morreu abraçado com a "sua família" criada um ano antes da Copa, quando fechou o grupo.
Abra o olho Felipão!!! Chega de "birra"!!!!!
Um lance fantástico aconteceu no campeonato brasileiro na partida entre São Paulo x Botafogo, neste domingo.
Ganso, o único craque do time tricolor paulista, fez jogada de rara habilidade, inteligência e leveza. Por capricho, a bola não entrou. Coisas do futebol.
Vale a pena ver o vídeo do lance no link abaixo.
Aliás, o link também descreve mais uma "pataquada" dita por Felipão.
http://virgula.uol.com.br/esporte/futebol/felipao-desdenha-alerta-de-muricy-sobre-ganso-na-selecao-escolha-e-minha
Não estou gostando do comportamento de Felipão após conquista da Copa das Confederações.
Uma coisa é ser sincero, ter personalidade forte. Outra coisa é não querer enxergar o óbvio, só porque outro treinador deu uma opinião que qualquer cego pode ver.
O Ganso está jogando muito!
Ele melhorou fisicamente, e deve estar no grupo da Copa de 2014.
Por birra, Felipão respondeu à Muricy, dizendo que não escala o time dos outros.
Time dos outros? A seleção é de 180 milhões de brasileiros. Será que ele não entendeu isso? Já ganhou uma Copa. Será que esqueceu?
Enfim, persistindo o comportamento do gaúcho, ele pode morrer abraçado com seus "afilhados", sem ter um jogador que realmente pensa o jogo e tem o passe como principal arma.
Leovigildo Lins da Gama Junior, o Junior, ex-flamengo e Seleção de 82, têm a melhor definição para PH Ganso: "Ele acha espaço onde não existe!!!".
A Seleção Brasileira não tem nenhuma opção como PH Ganso.
Não digo para ser titular de cara, já que aparentemente, somente aparentemente, a Seleção vai bem.
Mas vai bem, muito pela "tal intensidade" do jogo de Paulinho, Oscar, Neymar, Bernard, etc.
Todos, ótimos jogadores, aliás, um deles é fora de série (Neymar).
Mas, nenhum deles possui o toque, nenhum acha o espaço onde ele não existe.
Será que não seria bom ter a opção do Ganso para entrar, quando a seleção estiver atrás no marcador contra qualquer time europeu pragmático, que sabe muito bem marcar de frente?
Tirando o Oscar, só temos carregadores de bola.
Acho arriscado não ter opções diferentes.
Felipão, liga para o Dunga, e pergunta se ele não se arrependeu em não convocar Neymar e Ganso em 2010, quando a Holanda estava na frente, e as opções no banco eram Julio Baptista e Grafite?
O Dunga morreu abraçado com a "sua família" criada um ano antes da Copa, quando fechou o grupo.
Abra o olho Felipão!!! Chega de "birra"!!!!!
domingo, 24 de novembro de 2013
Primeira Imagem da Bola da Copa 2014 - Bola Brazuca
Primeira imagem da Bola Brazuca, que será utilizada na Copa de 2014.
Lançamento será em dezembro de 2013.
Já está em pré-venda no website da Adidas.
Gostaram?
Mais detalhes no link:
http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/manto-fc/post/blog-apresenta-brazuca.html
Achei a Brazuca bonita, moderna.
Mas, ainda sou fã da bola Tango, utilizada na Copa de 1978, na Argentina.Toda preta e branca.
Para quem não lembra, segue a foto da Tango abaixo.
domingo, 17 de novembro de 2013
Centenário do XV de Piracicaba - Histórias e "Causos" (Imperdível)
Como alguns amigos e blogueiros sabem, estou vivendo em Piracicaba há quase 10 anos.
A cidade tem privilégios incontáveis, como um povo receptivo, o Rio Piracicaba e seus restaurantes em sua margem, bares e butecos, em especial o Grisotto, dono de um ótimo chopp e melhor frango à passarinho do planeta.
Além dos descritos acima, um dos privilégios é poder viver a paixão da população pelo clube de futebol da cidade, o glorioso XV de Piracicaba.
Neste 15 de novembro de 2013, o XV de Piracicaba fez 100 anos de muita história e causos.
Em 1947, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Roberto Gomes Pedrosa, implantou a era profissional no esporte, criando o Campeonato Paulista da primeira e segunda divisões. No ano de 1948, o XV de Piracicaba foi o primeiro campeão da divisão de acesso, tornando-se também o time pioneiro do interior a participar do grupo de elite do futebol paulista.
Entre os "causos", o mais polêmico e totalmente único foi o gol de José Maria Cervi, o Russo, em 1949.
Segue descrição do gol antológico. Como o mesmo Russo diz, nem Pelé, nem Maradona, nem Platini, e nem Beckenbauer fizeram.
Era tarde de 28 de agosto de 1949, no campo da rua Regente Feijó corriam 41 minutos do segundo tempo do jogo, em que o XV perdia para o Santos F.C por 2 a 1, quando um lance tornaria seu autor e o fato em lendas.
Uma falta perto da bandeirinha de escanteio, e Russo é encarregado da cobrança. Ventava muito, ele cobrou muito alto. Antes que qualquer outro jogador tocasse a bola, Russo correu para a área no meio dos outros jogadores, subiu de cabeça e fez o gol de empate. O árbitro da partida, o inglês Mister Percy Snap, atrapalhado, validou o lance irregular. Como diriam: “Um gol para inglês ver…”.
“Mister Snap errou, sei disso, pois eu toquei duas vezes na bola, mas pelo menos fiz um gol no mínimo inusitado. Até hoje me perguntam como foi o lance” comentou Russo
Fonte: Jornal "A Província" de Piracicaba, onde consegui a descrição do lance.
Enfim, se divirtam com as histórias e "causos" do XVão nessa reportagem do Sportv apresentada no dia 15 de novembro de 2013, no programa Tá na Área.
O famoso e decano narrador Léo Batista confirma o gol de Russo na reportagem do link abaixo.
Abram e vejam o vídeo.
Abram e vejam o vídeo.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Craque com Essência - Alex - Bola Da Vez
Como o nome do blog diz, o conceito do mesmo é buscar a essência da bola, a essência do jogo.
Para mim, por ter vivido, jogado, mesmo que de forma amadora, intensamente o futebol, eu criei uma essência de jogo na minha cabeça.
Meu pai, meu irmão, meu avô (que infelizmente não pude ver jogar), e amigos boleiros, me ajudaram a ter essa percepção do jogo.
Hoje, poucos jogadores possuem isso. Talvez não tiveram a mesma oportunidade de encontrar essas pessoas. Não sei se porque o futebol virou negócio puro, ou porque essas mesmas pessoas que me orientaram, nos campinhos da vida, não existem mais no meio do futebol profissional. Ou se existem, são pouco ouvidas.
Por favor, boleiro, veja essa entrevista do Alex no Bola da Vez (ESPN), meia esquerda clássico que hoje joga no Coritiba, mas desfilou seu grande futebol pelo Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahce (Turquia).
É uma aula de conceito de bola. Ele conta que aprendeu, que escutou o pai, que era fã de Dirceu Lopes e Ademir da Guia.
Melhores momentos da entrevista estão entre: minutos 15 a 24, 32 a 36 minutos, 42 a 44 minutos, e 59 a 1:02 minutos.
Click no link abaixo para ver o vídeo da entrevista. Vale a pena!!!
Ele simplesmente fala o que nós precisamos fazer para o futebol brasileiro melhorar. Já que os nossos jogos estão sofríveis para assistir.
Se 25% dos nossos jogadores tivessem esse mesmo conceito de jogo, não digo o mesmo talento, só o conceito, teríamos uma das melhores ligas do mundo.
Claro que precisamos de outras coisas, como organização, calendário, melhores dirigentes, etc. Mas, a matéria-prima, o jogador, precisa melhorar, precisa de conceito base, precisa de treino, precisa gostar do jogo.
Que nossas categorias de base nos clubes melhorem, que pessoas com o conceito correto do jogo estejam trabalhando na base dos clubes, para que jogadores com melhores conceitos de bola sejam revelados. Estamos cansados de jogadores só esforçados, que só correm.
Times com 11 craques é utopia, mas que poderíamos ter 5 ou 6 em cada time, isso poderíamos. Já tivemos. É só relembrar algumas décadas passadas.
Sem mais palavras, na entrevista elas são melhor colocadas por Alex, craque de bola!!!
Um dos craques ainda com essência!!!
domingo, 22 de setembro de 2013
Pitacos sobre a bola no Brasil e no Mundo
A Bola no Brasil
O Brasileirão segue com o Cruzeiro bem a frente, 50 pontos, 8 pontos na frente do Botafogo, segundo colocado.
O time de Marcelo Oliveira, está defendendo e atacando com eficiência. Abre caminho para o seu terceiro título brasileiro. Ainda há muito o que rolar, mas, o elenco mostra que anda sobrando em um Campeonato nivelado por baixo.
Depois do Cruzeiro, apenas Botafogo e Atlético-PR possuem chances, na minha opinião.
O Grêmio parecia que iria brigar, mas, suas últimas apresentações deixam claro que vai apenas lutar por vaga na Libertadores.
Após esses quatro times, tudo está embolado no Campeonato, em que a diferença entre o 17° e o 7° é de apenas 7 pontos.
Infelizmente, a maior briga desta edição do Brasileirão será na parte de baixo e intermediária da tabela. E não pelo título.
Muito pouca emoção para a maior competição nacional. Infelizmente.
São Paulo F.C
Em meu último post, escrevi minha opinião sobre o que poderia estar acontecendo no SPFC.
Passaram-se alguns meses. E muita coisa apareceu.
Juvenal realmente virou o fio. Mais uma vez trocou o técnico, chamando Muricy. Atitude de total desespero, que parece estar surtindo efeito mais rápido do que o trabalho do também competente Autuori, que infelizmente foi "queimado e morto" no tricolor, como mesmo declarou Rogério Ceni.
O maior benefício para o time parece ter sido a saída do não boleiro ex-diretor de futebol, Adalberto Baptista. Algumas declarações de Ceni, outra entrevista de Rosan (ex-fisioterapeuta), além dos ataques de Marco Aurélio Cunha, minaram o ex-diretor, e escancararam que ele realmente não era do ramo, não era do meio. Para entender o boleiro, tem que ter jogado bola, ter sentido o cheiro da grama, ou estar nesse meio há muito tempo para aprender a falar a mesma língua dos caras que farão a diferença em campo. Parece que Adalberto sabe mais de autódromos do que de campo de futebol.
Em compensação, a chegada de Muricy realmente representa o que faltava à Adalberto, mesmo que em funções completamente diferentes.
Muricy chegou, e em pouco tempo fez o diagnóstico do que faltava. Resgatou junto com a boleirada, que futebol se ganha com talento, com Ganso e Jadson, mas também botando a bunda no chão. Não é garantia de espetáculo, muito pelo contrário. Mas, está surtindo efeito, e mesmo com derrota de hoje para o Goiás, parece ter uma linha de jogo. A torcida deve entender que hoje, para o clube, deve ser mais competição do que de satisfação. É o que o São Paulo precisa. Somar pontos para sair definitivamente da possibilidade da queda para série B.
Ainda falta muito. E para os torcedores, será gasto uma vela por jogo, pois o time é limitadíssimo.
Para curto prazo, pode estar resolvida a vida do São Paulo, evitando-se a queda. Mas, para o time voltar a competir em alto nível, o comando do clube deve sair das mãos do Juvenal, para que o caminho de crescimento de estrutura, de formação de elenco e planejamento, volte a ser destaque.
Futebol, é como qualquer outra atividade humana. Pessoas certas no lugares certos.
Corinthians
O time parece não evoluir como Tite esperava esse ano, apesar dos títulos do Paulista e Recopa.
Seus últimos resultados são 6 jogos sem vitória, com 4 derrotas e dois empates em casa.
Será que Tite não tem mais a mesma ascendência com seus pupilos?
Já existe o burburinho da troca de treinador no fim do ano.
Poxa vida, será que o Tite é que não presta?
Ou alguns jogadores não são tão profissionais como deveriam?
Altos e baixos acontecem. Mas, o que parece, é que o ambiente mudou, e isso ficou mais evidente depois do entrevero e insatisfação de Emerson Sheik após substituição contra o Flamengo, última vitória do time, inclusive. Justamente Tite que mais defendeu a renovação de Emerson, foi traído pelo pupilo.
Com as contusões do Renato Augusto, Fabio Santos e Alessandro, fica claro que o elenco corinthiano não é tão poderoso assim, como defendem os diretores.
E o Tite vai pagar essa conta?
Será muita "trairagem" dos boleiros, que só são profissionais na hora de renovar o contrato.
Por isso repito, jogador de futebol, no Brasil, é a única profissão que quando você não está rendendo bem, o seu chefe é que é mandado embora.
É por essas e outras que o boleiro brasileiro não é bem visto na Europa. Pode perguntar para qualquer europeu. Profissionalmente são um desastre, salve algumas exceções.
Europa vs América do Sul
Começou a Champions Legue.
Que maravilha!!! Estádios cheios. Jogos com mais de 4, 5, 6 gols.
As grandes agremiações como Barcelona, Real Madrid e Bayern, quando pegam equipes de menor expressão pela frente, geralmente goleiam.
Isso ficou claro nessa primeira rodada. Quase todos os grandes golearam.
É a prova de que eles estão jogando muito mais que nós do continente sul-americano. Infelizmente para nós.
Os nossos grandes times esse ano, são Corinthians, Atlético-MG e Cruzeiro.
Dificilmente vemos uma goleada desses times.
Se nossas melhores equipes adotam quase o mesmo sistema de jogo moderno dos europeus, com os jogadores atacando e defendendo em bloco, porque não goleamos?
Acho que tá faltando técnica, precisão no passe, no contra ataque, e principalmente na definição, no último chute a gol.
De novo, falta fundamento.
Você pode dizer que os europeus tem os melhores jogadores do mundo, incluindo os nossos melhores, e aí fica fácil. Tudo bem! Até concordo em partes.
Mas, os nossos jogadores da base deveriam chegar melhores ao profissional. Sabendo dominar, passar, cabecear e definir à gol, como dizia mestre Telê Santana.
Basta por hoje, até o próximo post.
O Brasileirão segue com o Cruzeiro bem a frente, 50 pontos, 8 pontos na frente do Botafogo, segundo colocado.
O time de Marcelo Oliveira, está defendendo e atacando com eficiência. Abre caminho para o seu terceiro título brasileiro. Ainda há muito o que rolar, mas, o elenco mostra que anda sobrando em um Campeonato nivelado por baixo.
Depois do Cruzeiro, apenas Botafogo e Atlético-PR possuem chances, na minha opinião.
O Grêmio parecia que iria brigar, mas, suas últimas apresentações deixam claro que vai apenas lutar por vaga na Libertadores.
Após esses quatro times, tudo está embolado no Campeonato, em que a diferença entre o 17° e o 7° é de apenas 7 pontos.
Infelizmente, a maior briga desta edição do Brasileirão será na parte de baixo e intermediária da tabela. E não pelo título.
Muito pouca emoção para a maior competição nacional. Infelizmente.
São Paulo F.C
Em meu último post, escrevi minha opinião sobre o que poderia estar acontecendo no SPFC.
Passaram-se alguns meses. E muita coisa apareceu.
Juvenal realmente virou o fio. Mais uma vez trocou o técnico, chamando Muricy. Atitude de total desespero, que parece estar surtindo efeito mais rápido do que o trabalho do também competente Autuori, que infelizmente foi "queimado e morto" no tricolor, como mesmo declarou Rogério Ceni.
O maior benefício para o time parece ter sido a saída do não boleiro ex-diretor de futebol, Adalberto Baptista. Algumas declarações de Ceni, outra entrevista de Rosan (ex-fisioterapeuta), além dos ataques de Marco Aurélio Cunha, minaram o ex-diretor, e escancararam que ele realmente não era do ramo, não era do meio. Para entender o boleiro, tem que ter jogado bola, ter sentido o cheiro da grama, ou estar nesse meio há muito tempo para aprender a falar a mesma língua dos caras que farão a diferença em campo. Parece que Adalberto sabe mais de autódromos do que de campo de futebol.
Em compensação, a chegada de Muricy realmente representa o que faltava à Adalberto, mesmo que em funções completamente diferentes.
Muricy chegou, e em pouco tempo fez o diagnóstico do que faltava. Resgatou junto com a boleirada, que futebol se ganha com talento, com Ganso e Jadson, mas também botando a bunda no chão. Não é garantia de espetáculo, muito pelo contrário. Mas, está surtindo efeito, e mesmo com derrota de hoje para o Goiás, parece ter uma linha de jogo. A torcida deve entender que hoje, para o clube, deve ser mais competição do que de satisfação. É o que o São Paulo precisa. Somar pontos para sair definitivamente da possibilidade da queda para série B.
Ainda falta muito. E para os torcedores, será gasto uma vela por jogo, pois o time é limitadíssimo.
Para curto prazo, pode estar resolvida a vida do São Paulo, evitando-se a queda. Mas, para o time voltar a competir em alto nível, o comando do clube deve sair das mãos do Juvenal, para que o caminho de crescimento de estrutura, de formação de elenco e planejamento, volte a ser destaque.
Futebol, é como qualquer outra atividade humana. Pessoas certas no lugares certos.
Corinthians
O time parece não evoluir como Tite esperava esse ano, apesar dos títulos do Paulista e Recopa.
Seus últimos resultados são 6 jogos sem vitória, com 4 derrotas e dois empates em casa.
Será que Tite não tem mais a mesma ascendência com seus pupilos?
Já existe o burburinho da troca de treinador no fim do ano.
Poxa vida, será que o Tite é que não presta?
Ou alguns jogadores não são tão profissionais como deveriam?
Altos e baixos acontecem. Mas, o que parece, é que o ambiente mudou, e isso ficou mais evidente depois do entrevero e insatisfação de Emerson Sheik após substituição contra o Flamengo, última vitória do time, inclusive. Justamente Tite que mais defendeu a renovação de Emerson, foi traído pelo pupilo.
Com as contusões do Renato Augusto, Fabio Santos e Alessandro, fica claro que o elenco corinthiano não é tão poderoso assim, como defendem os diretores.
E o Tite vai pagar essa conta?
Será muita "trairagem" dos boleiros, que só são profissionais na hora de renovar o contrato.
Por isso repito, jogador de futebol, no Brasil, é a única profissão que quando você não está rendendo bem, o seu chefe é que é mandado embora.
É por essas e outras que o boleiro brasileiro não é bem visto na Europa. Pode perguntar para qualquer europeu. Profissionalmente são um desastre, salve algumas exceções.
Europa vs América do Sul
Começou a Champions Legue.
Que maravilha!!! Estádios cheios. Jogos com mais de 4, 5, 6 gols.
As grandes agremiações como Barcelona, Real Madrid e Bayern, quando pegam equipes de menor expressão pela frente, geralmente goleiam.
Isso ficou claro nessa primeira rodada. Quase todos os grandes golearam.
É a prova de que eles estão jogando muito mais que nós do continente sul-americano. Infelizmente para nós.
Os nossos grandes times esse ano, são Corinthians, Atlético-MG e Cruzeiro.
Dificilmente vemos uma goleada desses times.
Se nossas melhores equipes adotam quase o mesmo sistema de jogo moderno dos europeus, com os jogadores atacando e defendendo em bloco, porque não goleamos?
Acho que tá faltando técnica, precisão no passe, no contra ataque, e principalmente na definição, no último chute a gol.
De novo, falta fundamento.
Você pode dizer que os europeus tem os melhores jogadores do mundo, incluindo os nossos melhores, e aí fica fácil. Tudo bem! Até concordo em partes.
Mas, os nossos jogadores da base deveriam chegar melhores ao profissional. Sabendo dominar, passar, cabecear e definir à gol, como dizia mestre Telê Santana.
Basta por hoje, até o próximo post.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
SPFC - Entidade Perto da Falência Operacional
No post
anterior, descrevi meu descontentamento com o jogo da primeira final da Recopa
Sulamericana de 2013, entre São Paulo e Corinthians, jogo realizado no Morumbi.
Ficava aquela dúvida de como melhorar o futebol, o jogo, e se o futebol
brasileiro havia melhorado apenas com a seleção brasileira. Quarta-feira passada, dia17/Julho/2013, tivemos o segundo jogo no Pacaembu, entre Corinthians e São
Paulo, e por sorte dos que gostam do jogo, ele foi tecnicamente muito melhor
que o primeiro, principalmente para o Corinthians que ganhou o jogo (2 x 0) e
título da Recopa. O time se portou bem, abafou o São Paulo quando necessário, e
em duas chances de gols definiu o placar e título.
Mas, o que
mais me chamou atenção, além do futebol coeso e pragmático corintiano, foi a
tamanha falta de esperança são-paulina. Digo isso, pois em 10 minutos de jogo,
eu percebi que o São Paulo, mesmo precisando do resultado, não ganharia a
partida de jeito nenhum. Você pode se perguntar, esse cara é louco, tem bola de
cristal? Não. Apenas pela atitude dos 11 jogadores são-paulinos isso estava
evidentes. Todos os 11 jogadores pareciam não acreditar que poderiam vencer o
time adversário, seja ele qual fosse. E amigo boleiro, em qualquer atividade
humana, principalmente uma atividade profissional esportiva, se você não
acredita, não há milagre que faça acontecer o contrário. Nem mesmo no futebol,
o esporte considerado “uma caixinha de surpresa” e o esporte mais democrático, já
que nem sempre o melhor vence.
Para o São
Paulo atual, sem fé na sua própria capacidade, sem alma, nem mesmo o
“Sobrenatural de Almeida”, fictício personagem de Nelson Rodrigues, ajudaria o
time a vencer seus adversários.
Descobrir o
que ocorre dentro do São Paulo Futebol Clube hoje é uma tarefa das mais árduas.
Mesmos para os melhores policiais ou repórteres investigativos. Mas o sintoma
de falta de esperança, vontade e fé é evidente. Justamente o clube que já foi
denominado o “Clube da Fé” no passado. E esse comportamento ocorre com os
jogadores da equipe, que justamente poderiam mudar essa situação.
Vou
hipoteticamente tentar analisar a entidade esportiva, como uma empresa, já que ela
deveria ser assim. Infelizmente no Brasil, a nossa legislação não obriga os
clubes a se tornarem empresas, o que dificulta o controle fiscal e financeiro
dos mesmos, e gera mais margem para administrações sem transparência,
corrupção, e entrada de dinheiro ilegal ao meio. Esse é um ponto a ser
discutido em outro post.
Acho que em
qualquer instituição privada, seja ela de qualquer ramo, se os membros
operacionais perdem a esperança e não acreditam mais no que está sendo
realizado, o futuro reservado a empresa é a falência. E geralmente a falta de
esperança dos funcionários ocorre quando repetidos erros são realizados pelo
alto escalão da empresa. Sabe aquela sensação de que qualquer que seja a
situação, os chefes sempre adotarão a mesma postura? As mesmas desculpas? As
mesmas atitudes de tiram o corpo fora, não assumirem o compromisso de mudança
real, de ajuda ao grupo operacional? Se alguém já trabalhou em empresa, seja
ela de “fundo de quintal” até grandes multinacionais, e passou por isso, sabe a
sensação que estou tentando traduzir. A falta de esperança na mudança para um caminho
certo. E quem não tem esperança e fé, não persevera. E quem não persevera não
alcança resultado.
Pode ser
que as atitudes do atual presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, resumem o
que tento descrever no dia-a-dia de uma empresa em dificuldades operacionais.
Diante de problemas sérios, ele nunca tem culpa. Adota uma postura petulante e pernóstica.
Isso só faz com que seus comandados não acreditem mais na instituição São Paulo
Futebol Clube. Nos últimos anos, além das suas “pataguadas” em relação ao
elenco e comissões técnicas, ele simplesmente começou a desmontar a até então
invejável estrutura do departamento de futebol. Profissionais de alto nível, como
Turíbio e Carlinhos Neves, foram dispensados. O clube modelo foi sendo
desmontado pouco a pouco.
Imaginem os
jogadores e comissão técnica olhando isso lá de dentro? Olhando suas
entrevistas com total falta de racionalidade.
Cada um se perguntando: esse aí é o nosso líder, nosso presidente? Sempre se esquivando
das responsabilidades?
Um clube
com patrimônio invejável, com história de títulos, e que já teve pessoas de
extrema capacidade, sendo agora liderada por um senhor com grande dificuldade
de enxergar a realidade, com atitudes ditatoriais. Suas entrevistas comprovam
isso. Não sou eu quem estou dizendo. Vendo sua última entrevista coletiva na
apresentação de Paulo Autuori, tive a sensação de que Juvenal vive em um mundo
paralelo. Vendo seus adversários melhorarem e fazerem o caminho inverso. Mesmo
caminho pioneiramente já realizado pelo próprio São Paulo, há pelo menos duas
décadas atrás.
Pegou a
herança de Marcelo Portugal Gouveia, homem íntegro e simples, que deixou o
clube Campeão Mundial, com o mesmo Autuori recontratado agora. Pegar uma boa
herança política e operacional, não significa caminho de sucesso e menos
trabalho. Você já viu essa mesma situação na política brasileira? Será mera
coincidência? Acho que não. Infelizmente a maioria de nossos líderes são
preguiçosos e tentam aproveitar a onda de seus antecessores. Quando era apenas
diretor, Juvenal ainda era “controlado” por Marcelo Portugal Gouveia. Quando Gouveia
faleceu, infelizmente, passou a mandar e desmandar, sem freios e sem
racionalidade.
Para o time
do São Paulo, agora resta muito trabalho ao Autuori para mudar o comportamento
dos seus comandados. Eles precisam voltar a acreditar. Boa sorte, Paulo. Você
vai precisar, ou será novamente tratado como mais uma desculpa do atual presidente,
pelos futuros fracassos do clube em campo.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Será que o Sonho já acabou?
Permitam-me fazer a brincadeira entre o título deste post e do post anterior.
No anterior, "Será o Renascimento?", falei sobre o possível renascimento do futebol de qualidade do Brasil, com as últimas apresentações da Seleção na Copa das Confederações.
Neste post, após 24 horas, acabei de ver um São Paulo x Corinthians pela primeira final da Recopa Sul-Americana.
Sofrível ! Que jogo ruim !. Truncado. Ruim de ver. Só valeu pelo golaço do Renato Augusto, encobrindo o já cansado Rogério Ceni.
Será que o sonho já acabou? Mas por que?
Como já falei, essa discussão sobre o nível ruim de nossos times brasileiros é muito longa. Vai além da análise do gramado. Teremos outras oportunidades para discutir o extra-campo.
Mas, olhando o jogo de hoje, o do gramado, tenho que deixar minha análise e minhas primeiras conclusões.
Os dois times possuem sistema tático definido? Sim, possuem.
O Corinthians, é mais organizado, e por estarem juntos há mais tempo, as coisas funcionam melhor. Não é à toa que ganhou a partida, mesmo jogando mal.
Os times tentam jogar de forma compacta, como todos os times modernos europeus? Sim, tentam.
E por que o jogo fica tão ruim?
Minha primeira impressão é simples.
O jogo hoje é muito rápido, e como já dito, muito compacto, sem espaços. Se não houver competência no passe, não tem jogo.
A maioria dos nossos jogadores, infelizmente não possuem o fundamento básico do futebol. O bom passe (para quem não viu, veja um post anterior do Essência com a entrevista do Telê).
No jogo de hoje, por exemplo, os quatro volantes que jogaram, dos dois times, erraram muitos passes. Fica difícil ter um jogo que flui, com lances de gols. É um verdadeiro perde e ganha.
Na seleção, temos os melhores, por isso temos qualidade. Nos times brasileiros, nem sempre temos qualidade sobrando. Apenas alguns bons jogadores jogam aqui, como Danilo, Renato Augusto e Guerreiro pelo Corinthians. Ganso, Jadson e Osvaldo pelo São Paulo. E esses caras, no meio de tanto cabeça de bagre, não fazem milagre. São capazes de alguns lances diferenciados, como o gol do Renato Augusto, já comentado.
Tá duro de assistir essas peladas!!!!
Que para a segunda final da Recopa daqui 15 dias, os dois times sejam mais eficientes no passe, para que tenhamos jogo.
Temos que treinar passe, professor !!!!!
Para que continuemos sonhando com o renascimento.
No anterior, "Será o Renascimento?", falei sobre o possível renascimento do futebol de qualidade do Brasil, com as últimas apresentações da Seleção na Copa das Confederações.
Neste post, após 24 horas, acabei de ver um São Paulo x Corinthians pela primeira final da Recopa Sul-Americana.
Sofrível ! Que jogo ruim !. Truncado. Ruim de ver. Só valeu pelo golaço do Renato Augusto, encobrindo o já cansado Rogério Ceni.
Será que o sonho já acabou? Mas por que?
Como já falei, essa discussão sobre o nível ruim de nossos times brasileiros é muito longa. Vai além da análise do gramado. Teremos outras oportunidades para discutir o extra-campo.
Mas, olhando o jogo de hoje, o do gramado, tenho que deixar minha análise e minhas primeiras conclusões.
Os dois times possuem sistema tático definido? Sim, possuem.
O Corinthians, é mais organizado, e por estarem juntos há mais tempo, as coisas funcionam melhor. Não é à toa que ganhou a partida, mesmo jogando mal.
Os times tentam jogar de forma compacta, como todos os times modernos europeus? Sim, tentam.
E por que o jogo fica tão ruim?
Minha primeira impressão é simples.
O jogo hoje é muito rápido, e como já dito, muito compacto, sem espaços. Se não houver competência no passe, não tem jogo.
A maioria dos nossos jogadores, infelizmente não possuem o fundamento básico do futebol. O bom passe (para quem não viu, veja um post anterior do Essência com a entrevista do Telê).
No jogo de hoje, por exemplo, os quatro volantes que jogaram, dos dois times, erraram muitos passes. Fica difícil ter um jogo que flui, com lances de gols. É um verdadeiro perde e ganha.
Na seleção, temos os melhores, por isso temos qualidade. Nos times brasileiros, nem sempre temos qualidade sobrando. Apenas alguns bons jogadores jogam aqui, como Danilo, Renato Augusto e Guerreiro pelo Corinthians. Ganso, Jadson e Osvaldo pelo São Paulo. E esses caras, no meio de tanto cabeça de bagre, não fazem milagre. São capazes de alguns lances diferenciados, como o gol do Renato Augusto, já comentado.
Tá duro de assistir essas peladas!!!!
Que para a segunda final da Recopa daqui 15 dias, os dois times sejam mais eficientes no passe, para que tenhamos jogo.
Temos que treinar passe, professor !!!!!
Para que continuemos sonhando com o renascimento.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Será o Renascimento?
No domingo passado, em pleno Maracanã, a seleção brasileira de futebol deu sinais de renascimento ao povo brasileiro.
Nos últimos 10 anos, a seleção não passou de um time de alguns bons milionários que entravam em campo para expor sua marca, ou seja, a imagem de cada um deles, com objetivos pessoais como um contrato com uma marca esportiva, chuteira, ou mesmo com um novo clube. Ganhar ou perder, era apenas um detalhe.
Além disso, o jogo político e econômico fora dos gramados, os bastidores da CBF, influenciava técnicos, convocações e jogos em inusitados gramados. Quem não lembra do jogo contra o Gabão? Não faz tanto tempo assim.
Agora o grupo de Felipão, ele de novo, o último campeão mundial com essa mesma seleção em 2002, está renascendo e achando o bom futebol.
Ganhamos da temível Espanha, com um sonoro 3 x 0, sem ouvir nem sequer um tic-tac.
Ainda é muito cedo para um favoritismo na Copa de 2014. Porém, agora temos certeza que o time irá competir de igual para igual contra a própria Espanha, a renovada e poderosa Alemanha, e a eterna rival Argentina. Só não podemos cair na armadilha do salto alto. E acredito que Felipão sabe muito bem disso.
No domingo passado, na minha opinião, ganhamos por alguns motivos:
1) Ainda possuímos grandes talentos como Neymar e Oscar, um fazedor de gols como Fred, um grande zagueiro como o Thiago, um bom goleiro como Julio Cesar e outros bons jogadores como Paulinho, Hernanes e Luiz Gustavo.
2) Porque o time se entregou demais, marcou a Espanha sob pressão, e disputou todas as bolas até o minuto final.
3) Pois achamos uma forma de jogar taticamente, que joga e combate o adversário, com a maioria dos nossos jogadores.
4) Tivemos foco, do minuto inicial ao final. E esse foco nos deu o gol de Fred logo aos 2 minutos, praticamente "matando" os espanhóis.
5) Tudo deu certo em lances capitais dessa final, como a tirada em cima da linha, de canela, do David Luiz, e o pênalti perdido por Sérgio Ramos. Aliás, zagueiro batendo pênalti no tempo normal? Algo errado com o time espanhol. Com Xavi e Torres como batedores, justo o Sergio Ramos foi bater? Não temos nada com isso. Esse problema foi do Vicente Del Bosque. Obrigado!
Não podemos deixar de salientar o trabalho do Felipão e comissão técnica.
Que ele é bom para formar grupos, unir o time, todo mundo já sabia.
Porém, eu mesmo não acreditava que ele seria capaz dessa transformação do time. Achava um cara superado, ultrapassado. Provou que está olhando o futebol moderno, e está aplicando com as nossas melhores opções.
Na minha opinião, o ponto crucial foi a convocação. Ele convocou as melhores opções em cada posição. Você pode discordar de um ou outro jogador, mas em sua maioria ele acertou.
Hoje, tem opções para variar o jeito do time jogar. E claro, ainda há muito o que melhorar. Principalmente as laterais, que considero os dois pontos fracos. Não confio no Marcelo, apesar de ser um jogador habilidoso. É o único jogador que ainda pensa individualmente. Prova disso foi o cruzamento não realizado por ele, depois de grande jogada coletiva, onde deixaria o Fred, sem goleiro, de cara com o gol. Como um bom individualista e até certo ponto "mascarado", Marcelo tentou o gol, em chute sem ângulo, justo em cima do grande goleiro Iker Cassillas. Viajou, né?.
E o Daniel Alves é limitado, apenas isso, para não dizer acanhado intelectualmente.
E, novamente, o último ponto do renascimento a destacar é o foco.
Em nenhum momento o time perdeu a concentração. Fez gols nos momentos decisivos. Isso não acontece à toa. É concentração, seriedade e trabalho.
Um dos exemplos de mudança que me agradou nesse aspecto, foi Neymar.
Fez gols, no primeiro e último minuto de tempo. Fez jogadas individuais, tabelas e ajudou a marcar fazendo até muitas faltas (precisa melhorar nesse aspecto). Mas o que mais me deu alegria, foi vê-lo comemorar os gols saltando, abraçando os companheiros, e até indo para a galera.
Chega daquela "babaquice" de comemorar o gol sozinho fazendo coreografia de "eu quero tchutchatcha", de "leleque-leque". Isso é rídiculo no futebol. É individualismo. É ser marqueteiro, se preocupar com a própria imagem, como salientei no início do post sobre jogadores que passaram pela seleção nos últimos anos.
Parabéns Neymar pela evolução do futebol e comportamento coletivo. Parabéns ao Felipão, que com certeza tem o dedo nisso.
Parabéns ao futebol da seleção!!!
O futebol brasileiro dá sinais de renascimento, com essa nova seleção. Porém, internamente, em seus clubes e categorias de base precisa melhorar muito. Precisamos massificar esse renascimento do futebol bem jogado. Fácil não é. Mudanças maiores são necessárias. Mas é possível.
Isso com certeza será tema em outros posts do Essência da Bola.
Nos últimos 10 anos, a seleção não passou de um time de alguns bons milionários que entravam em campo para expor sua marca, ou seja, a imagem de cada um deles, com objetivos pessoais como um contrato com uma marca esportiva, chuteira, ou mesmo com um novo clube. Ganhar ou perder, era apenas um detalhe.
Além disso, o jogo político e econômico fora dos gramados, os bastidores da CBF, influenciava técnicos, convocações e jogos em inusitados gramados. Quem não lembra do jogo contra o Gabão? Não faz tanto tempo assim.
Agora o grupo de Felipão, ele de novo, o último campeão mundial com essa mesma seleção em 2002, está renascendo e achando o bom futebol.
Ganhamos da temível Espanha, com um sonoro 3 x 0, sem ouvir nem sequer um tic-tac.
Ainda é muito cedo para um favoritismo na Copa de 2014. Porém, agora temos certeza que o time irá competir de igual para igual contra a própria Espanha, a renovada e poderosa Alemanha, e a eterna rival Argentina. Só não podemos cair na armadilha do salto alto. E acredito que Felipão sabe muito bem disso.
No domingo passado, na minha opinião, ganhamos por alguns motivos:
1) Ainda possuímos grandes talentos como Neymar e Oscar, um fazedor de gols como Fred, um grande zagueiro como o Thiago, um bom goleiro como Julio Cesar e outros bons jogadores como Paulinho, Hernanes e Luiz Gustavo.
2) Porque o time se entregou demais, marcou a Espanha sob pressão, e disputou todas as bolas até o minuto final.
3) Pois achamos uma forma de jogar taticamente, que joga e combate o adversário, com a maioria dos nossos jogadores.
4) Tivemos foco, do minuto inicial ao final. E esse foco nos deu o gol de Fred logo aos 2 minutos, praticamente "matando" os espanhóis.
5) Tudo deu certo em lances capitais dessa final, como a tirada em cima da linha, de canela, do David Luiz, e o pênalti perdido por Sérgio Ramos. Aliás, zagueiro batendo pênalti no tempo normal? Algo errado com o time espanhol. Com Xavi e Torres como batedores, justo o Sergio Ramos foi bater? Não temos nada com isso. Esse problema foi do Vicente Del Bosque. Obrigado!
Não podemos deixar de salientar o trabalho do Felipão e comissão técnica.
Que ele é bom para formar grupos, unir o time, todo mundo já sabia.
Porém, eu mesmo não acreditava que ele seria capaz dessa transformação do time. Achava um cara superado, ultrapassado. Provou que está olhando o futebol moderno, e está aplicando com as nossas melhores opções.
Na minha opinião, o ponto crucial foi a convocação. Ele convocou as melhores opções em cada posição. Você pode discordar de um ou outro jogador, mas em sua maioria ele acertou.
Hoje, tem opções para variar o jeito do time jogar. E claro, ainda há muito o que melhorar. Principalmente as laterais, que considero os dois pontos fracos. Não confio no Marcelo, apesar de ser um jogador habilidoso. É o único jogador que ainda pensa individualmente. Prova disso foi o cruzamento não realizado por ele, depois de grande jogada coletiva, onde deixaria o Fred, sem goleiro, de cara com o gol. Como um bom individualista e até certo ponto "mascarado", Marcelo tentou o gol, em chute sem ângulo, justo em cima do grande goleiro Iker Cassillas. Viajou, né?.
E o Daniel Alves é limitado, apenas isso, para não dizer acanhado intelectualmente.
E, novamente, o último ponto do renascimento a destacar é o foco.
Em nenhum momento o time perdeu a concentração. Fez gols nos momentos decisivos. Isso não acontece à toa. É concentração, seriedade e trabalho.
Um dos exemplos de mudança que me agradou nesse aspecto, foi Neymar.
Fez gols, no primeiro e último minuto de tempo. Fez jogadas individuais, tabelas e ajudou a marcar fazendo até muitas faltas (precisa melhorar nesse aspecto). Mas o que mais me deu alegria, foi vê-lo comemorar os gols saltando, abraçando os companheiros, e até indo para a galera.
Chega daquela "babaquice" de comemorar o gol sozinho fazendo coreografia de "eu quero tchutchatcha", de "leleque-leque". Isso é rídiculo no futebol. É individualismo. É ser marqueteiro, se preocupar com a própria imagem, como salientei no início do post sobre jogadores que passaram pela seleção nos últimos anos.
Parabéns Neymar pela evolução do futebol e comportamento coletivo. Parabéns ao Felipão, que com certeza tem o dedo nisso.
Parabéns ao futebol da seleção!!!
O futebol brasileiro dá sinais de renascimento, com essa nova seleção. Porém, internamente, em seus clubes e categorias de base precisa melhorar muito. Precisamos massificar esse renascimento do futebol bem jogado. Fácil não é. Mudanças maiores são necessárias. Mas é possível.
Isso com certeza será tema em outros posts do Essência da Bola.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
No meio do Caminho tinha uma Copa
Meu último post foi sobre o Campeonato Paulista, sobre aquelas semifinais e finais melancólicas, futebolisticamente falando.
Critiquei o nosso povo, que geralmente acredita em alguns discursos populistas.
Se passaram 30 ou 40 dias, e estou aqui para me redimir ao povo brasileiro, que parece começar a acordar de um sono profundo, saindo às ruas para protestar. Protestar contra um governo que há décadas engana o seu povo com falta de empenho dos governantes, incompetência e corrupção. Isto é, falta tudo.
O blog do Juca Kfouri, na semana passada mostrou a foto abaixo.
Achei sensacional, o desabafo, com humor e verdade.
Critiquei o nosso povo, que geralmente acredita em alguns discursos populistas.
Se passaram 30 ou 40 dias, e estou aqui para me redimir ao povo brasileiro, que parece começar a acordar de um sono profundo, saindo às ruas para protestar. Protestar contra um governo que há décadas engana o seu povo com falta de empenho dos governantes, incompetência e corrupção. Isto é, falta tudo.
O blog do Juca Kfouri, na semana passada mostrou a foto abaixo.
Achei sensacional, o desabafo, com humor e verdade.
Quem falou
que o futebol era um mecanismo do governo para alienação do povo?
Acho que o
Sapo Barbudo nunca se arrependeu tanto de trazer os dois maiores eventos pra
cá. Sobrou essa
herança pra Dilma. E agora Maria?
Como uma propaganda de cerveja diz: Imagina a Festa na Copa?.....
Que o povo continue cobrando à cada ato falho dos governos, e que possamos mudar o país do samba e futebol, considerados até um mês atrás, mecanismos de manipulação de massa.
VIVA a COPA !!!!!
domingo, 19 de maio de 2013
Por que nos contentamos com tão pouco?
O
Campeonato Paulista acabou. Corinthians campeão! Parabéns!!!
Uma pausa: Estou
sendo cínico. Estou colocando o meu lado negro para fora!!!!
Foi exatamente este o discurso de Tite, na quarta-feira, para expressar a indignação contra arbitragem (com razão) e discordância sobre suas interpretações.
Parabéns seria
se o time alvi-negro tivesse desempenhado um grande futebol. O que não ocorreu
no Paulista. Porém, as
outras agremiações paulistas não conseguem nem mesmo ser melhor que o próprio Corinthians,
com futebol de nível apenas mediano.
Times
apenas medianos já estão ganhando no futebol brasileiro há muito tempo. Lembram
do São Paulo do Muricy? Do Fluminense do Abel? Fique claro que isso não é
invenção do Corinthians de hoje.
Gosto de
analisar futebol, o jogo, os detalhes das jogadas, a habilidade, o toque, a
inteligência.
Vou analisar
o que vi nessas semifinais e finais desse Campeonato Paulista de 2013.
Fui ao
Morumbi, ver o jogo da semifinal São Paulo x Corinthians pois ganhei camarote
de uma revista de futebol. Ganhei, e minha enteada queria ir muito. Fui. Faziam
seis anos que eu não assistia um jogo no estádio. Rotina que em minha infância
e adolescência era comum fazer com meu
pai, meu irmão, meus primos ou amigos.
Chagando lá,
vi um 0 x 0 duro de assistir. Como resultado, o Corinthians venceu nos pênaltis
e passou para final contra o Santos. Os goleiros de ambas equipes não pegaram
na bola. Poucas chances, muitos erros. O que saltou aos olhos foram os erros de
passes e cruzamentos. Os quatro laterais de ambas as esquadras não conseguiram
acertar um cruzamento sequer. A bola ou ia muito longe depois da segunda trave,
ou na sua maioria, era cortada pelos zagueiros antes mesmos de chegarem na
primeira trave. Os caras não conseguem colocar a bola na chamada “zona do
agrião”, isto é, entre o goleiro e os zagueiros, próxima da marca do pênalti.
Nessa região, a bola alçada favorece o atacante que vem de frente. E se o
atacante é bom cabeceador, faz o gol. Todos os laterais são paulinos e corinthianos
erraram cerca de 14 cruzamentos que contei. Inacreditável.
Para
ilustrar melhor um bom cruzamento, colocarei apenas dois. O primeiro é de
Getúlio (lateral direito do São Paulo) em 81, em jogo pela final do Paulista de
81. E o outro cruzamento muito bem feito foi de Luiz Carlos Winck (lateral
direito do Vasco), na final do Brasileiro de 89 contra o São Paulo. Dois
cruzamentos bem feitos, e dois gols. O primeiro gol de Renato “Pé Mucho” que
ajudou o São Paulo a ser campeão na decisão de 81. E o segundo gol de Sorato
pelo Vasco, dando o título brasileiro de 89. Estes dois modestos laterias, nem foram
unanimidades nacionais, mas eram bons jogadores para seus clubes. Eles sabiam
cruzar. Laterais de hoje, jovens boleiros, vejam o vídeo que editei abaixo:
É tão
difícil cruzar, e bater na bola? Hoje, tá difícil!!! Como é que os
centroavantes farão os gols de cabeça?
Francky Ribery, um modesto jogador francês do Bayern Munique, deu exemplo atual de como fazer jogada de linha de fundo com cruzamento correto. Na última semifinal da Liga dos Campeões contra o Barcelona, duas jogadas de linha de fundo dele, dois cruzamentos e dois gols do Bayern. Esse cara é fantástico? Não, apenas possui fundamento, bate bem na bola.
Careca, Casagrande
e Roberto Dinamite morreriam de fome se jogassem nos tempos atuais. Imaginem os menos talentosos Jardel e o Oséas, então? Todos bons cabeceadores, porém tinham Zé Teodoro, Wladimir e Arce, acertando os cruzamentos.
Fui lateral
direito amador nos clubes Pinheiros e Indiano, da cidade de São Paulo. Clubes
que possuem futebol social, amador, porém de razoável nível técnico. Joguei por
anos nessa posição. Comecei na meia-direita na infância, fui para volante, e no
fim da adolescência e início da categoria adulta fui jogar na lateral. Os meus
técnicos falavam que eu tinha boa condição física, era rápido, tinha bom passe
e sabia bater na bola nos cruzamentos e escanteios. Acatei a decisão, pois no
início não gostei muito. A primeira orientação de alguns dos meus técnicos
(Marinho Gouveia e outros) era simples: “Carlão, você passa bem a bola.
Faz teu jogo. Apenas ataque aberto e defenda fechando para ajudar os zagueiros,
se necessário. De resto, passe bem e cruze bem. Só isso!!”. Joguei quase uma década seguindo essas orientações.
Posso
confessar que de todas as posições do futebol de campo, com certeza é a mais
fácil de jogar. A bola na beirada do campo, não está nunca definida. Portanto,
se errar, dá tempo de consertar. Quando você recebe a bola, geralmente depois
de uma virada de jogo (deveria ser assim), o lateral tem muito mais tempo para
olhar e saber o que vai fazer com a bola, antes mesmo dela chegar. Fica fácil,
se você tem um pouco de habilidade e inteligência. Fica muito fácil.
Exemplos de
craques nesta posição são: Carlos Alberto Torres (Santos dos anos 60 e 70, e
eterno capitão de 70), o craque Leandro (Flamengo de 80 e 81, e seleção de 82), Junior (Flamengo e Seleção de 82) e Leonardo
(Flamengo, São Paulo e Seleção de 94). Tivemos outros muito bons, como Getúlio
(São Paulo dos anos 80), Wladimir (do Corinthians dos anos 80), Zé Teodoro (São
Paulo de 85 a 91), Luiz Carlos Winck (Inter e Vasco dos anos 80 e 90), entre
outros.
Nesta
última final do Paulista, na Vila Belmiro, entre Santos x Corinthians, o que
vimos foi um jogo feio. Muitos erros e faltas. De cada time, apenas alguns
jogadores se destacam. Paulinho pelo Corinthians, e Neymar do Santos. Este último pode ter feito sua última partida hoje, já que seu destino deve ser o Barcelona,
em agosto deste ano. O Santos não conseguiu armar quase nada. Um gol depois de
escanteio, e apenas uma enfiada do próprio Neymar, no primeiro tempo, para o
Felipe Anderson que finalizou na orelha da bola, para fácil defesa do goleiro
corinthiano. No segundo tempo, Neymar não pegou na bola. A bola não estava mais
no chão. Ele ficou olhando a bola passar por cima de sua cabeça em quase todas
as jogadas, já que o jogo foi um verdadeiro “bumba-meu-boi”.
O
Corinthians, mais organizado, conseguiu o que queria. Paulinho, apenas ele,
mais uma vez o melhor jogador, vindo de trás. É o jogador mais perigoso.
Guerreiro tem boa técnica, mas nos últimos jogos recebeu poucas bolas em
condições de concluir. Danilo, um bom passador e sempre regular, empatou o jogo
concluindo rebote do goleiro santista.
No fim do
jogo, o Santos em desespero, tentou fazer chuveirinho na área do Corinthians. Porém,
pasmem, a bola não chegava na área corinthiana. Os santistas não conseguiam
bater bem na bola o suficiente para jogar a bola na “zona do agrião”. Novamente
inacreditável, já que estamos vendo profissionais batendo na bola. Cheguei a
jogar mesmo que em jogos de churrasco, praia e até mesmo em campeonatos
amadores, com alguns ex-profissionais. O jeito que eles batiam na bola era
diferente. O barulho da bola era diferente. Hoje em dia, acho que eu não notaria tal diferença.
Voltando à
final, Santos 1 x 1 Corinthians. Resultado que fez o Corinthians levar o 27º Campeonato
Paulista. Maior vencedor entre os paulistas.
No fim do
jogo ainda em campo, Tite o técnico corinthiano veio às câmeras de TV, e falou:
“fomos merecedores (uma verdade), ganhamos porque jogamos muitooooo (essa uma
mentira deslavada)”.
Por que
acreditamos nisso?
Não tenho
essa resposta fácil, na ponta da língua. Precisaríamos da ajuda de antropólogos e historiadores. Mas deve ser pela mesma razão que a população acredita nas
propagandas e falácias do governo brasileiro, quando este diz que o país está em franco
desenvolvimento. Desenvolvimento sem educação? Sem tecnologia? Sem portos e infra-estrutura?
Estaremos
em franco desenvolvimento quando o país der educação para a população. Ou seja, base para sermos fortes.
O futebol
brasileiro estará jogando muitooooo, quando tivermos mais jogadores com
inteligencia, fundamento e técnica. E não apenas um ou dois bons jogadores de cada agremiação. Para ter
mais bons jogadores, precisamos de trabalho, treino, gente séria treinando a
base dos times brasileiros. De novo, base para sermos fortes.
Jogar
muitoooo aqui no Brasil? Só é verdade para um povo acéfalo que se contenta com
pouco....
Opsss...Pera aí....estou
no Brasil...então aqui o Tite está correto...Será?
Só para lembrar que Espanha e Alemanha não estão jogando futebol de mentira faz muito tempo.Mas aí, o problema não é do Tite, é do Felipão. Assim é que o futebol brasileiro gira.
domingo, 21 de abril de 2013
O Solista no Baile Funk
Dia 17 de
abril de 2013, São Paulo e Atlético Mineiro duelam pela primeira fase da
Libertadores 2013.
O tricolor
paulista joga a vida na competição, enquanto os mineiros já estão classificados
com a melhor campanha.
O jogo é
pegado, muita marcação, o São Paulo com muita vontade, ganhando todas as
divididas. Poucas oportunidades de gol. São 22 jogadores disputando a bola como
um prato de comida. Muita vontade, coisa que não pode faltar em qualquer
agremiação esportiva, sem dúvida.
Lá pelos 40
minutos do primeiro tempo, me pergunto, nosso futebol é só isso atualmente?
Parece que
a reposta de minha própria pergunta é evidente. Vontade! Garra! Carrinho!
Torcida Vibrando com tudo isso!!!
Um jogador
dentre os 22 outros, Ganso, habilidoso e inteligente camisa 8 do tricolor
paulista, também está aguerrido. Lutando, roubando bolas. Todos da imprensa, da
torcida, desde sua volta de contusão aos gramados, cobram essa atitude. Ouviu
recentemente de seu ex-técnico Muricy Ramalho, que não poderia viver só de
passes. Precisa ser mais ativo. O futebol mudou.
Concordo em
partes. Minhas razões estarão mais a frente.
Voltando ao
jogo. Segundo tempo, e o São Paulo consegue marcar de pênalti seu primeiro gol.
Rogério Ceni, o líder do time, bate e faz São Paulo 1 x 0.
O jogo
continua pegado!! O Atlético tentando achar um gol, em bolas alçadas para seus
bons cabeceadores. O São Paulo, continua a briga pela bola, levando quase
sempre a melhor nas divididas. Ótimo para seu torcedor que vibra a cada bola
ganha, o prato de comida.
Por volta
dos 35 minutos, Ganso, em lance didático de como um meia deve atuar, recebe de
costas, gira rapidamente livrando-se de Pierre, seu marcador implacável. Após o
giro, com a força exata, enfia a bola para Osvaldo, o atacante arisco tricolor.
Osvaldo não precisou nem mudar a passada, a bola estava no jeito para dar mais
um toque e cruzar para achar Ademílson livre para fazer São Paulo 2 x 0. Fim de
papo. São Paulo classificado para as oitavas da Libertadores.
Toda a luta,
a força exercida pelo São Paulo foi válida. Mas, o lance de Ganso valeu o
jogo!!! Parece simples, mas não é. Traduz a essência de um meia armador. A
diferença dele para os outros é enorme quando se trata de aplicar a força
correta ao passe, a precisão, o toque na hora certa.
Meu ponto
de vista como admirador do jogo, comparando-o aos outros jogadores, é que ele
joga outro jogo. Não estamos mais acostumados a isso. Infelizmente queremos
garra, raça, força para colocar o adversário dentro do seu próprio gol. Já está
no nosso inconsciente esse novo jogo de força. Ele joga sem força, no jeito.
É como os
jovens de hoje quando escutam Funk. Sem preconceito as pessoas que tocam,
cantam e escutam o Funk brasileiro, mas, é evidente que é um estilo musical
extremamente simples, com apenas uma batida, de melodia quase que única, e
linguajar simples e do povo. O que a maioria da população pode compreender e se
divertir.
Se o jovem
de hoje escuta uma música mais trabalhada, com letras um pouco mais complexas,
ele não entende. Não foi treinado (muitas vezes não teve acesso ao estudo) para
entender.
Ganso, para
mim, é um solista da música. Pode escolher. Poderia ser um violinista, um
pianista clássico, ou até mesmo um guitarrista de rock progressivo. Sabe mais
do que a maioria. Sabe tudo do jogo.
Hoje, a
maioria não o compreende. É o Solista no meio do Baile Funk.
Ele sabe
disso, está tentando mudar, para se adaptar, e ser mais atual, mais pop.
Para mim,
ele deve continuar evoluindo, chegando mais na área, chutando mais à gol,
ajudando um pouco a fechar espaços do time adversário, claro. Porém, o que
melhor ele possui, o passe e o toque, deveria ser exemplo dentro dos
treinamentos, e ele deve ensinar aos outros. Seriam alguns acordes e melodias
novas aos outros jogadores. O jogo está precisando disso. Sei que são úteis,
mas já estamos cansados de jogadores que se comparam aos MCs do Funk, isto é, não importa a música (ou jogo) já sabemos o que eles podem nos apresentar.
Será que a torcida, os técnicos, as pessoas do meio do futebol, não deveriam tentar melhorar um pouco o jogo? Entender mais esses solistas? Existem mais solistas na base dos clubes e não são aproveitados? Ou será que é mais fácil para os técnicos trabalhar somente com os MCs?
Ney Franco
e os jogadores do São Paulo, estão começando a entender seu solista. E um
ensinando o outro, fica mais fácil. O futebol agradece.
Novamente, o
futebol de Ganso precisa e deve melhorar. Ele sabe disso e mira a Copa de 2014.
O passado,
a essência da bola pode ajudá-lo. Um dos grandes meias do passado, Pita, do
Santos e depois São Paulo, está trabalhando na base do tricolor paulista
novamente. Dizem que tem dado conselhos à PH Ganso. Tomara!!!
PH Ganso, jovens jogadores, e amantes do futebol, vejam o que Edivaldo Oliveira Chaves, o
Pita, fez nas suas passagens por Santos e São Paulo na década de 70 e 80. Entrevista
dada à TV Cultura. Abra o link abaixo.
Como disse,
esse foi um dos exemplos do passado, um dos nossos melhores maestros da década de 80. Poderíamos
falar de outros como Zizinho, Gerson, Ademir da Guia, e tantos outros que perderia a
conta. Hoje, infelizmente um maestro é raro de se ver, e muitas vezes é incompreendido
pelo meio já degradado.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Essência através de Palavras - Telê
Aos que leram o post anterior da Seleção de 82, abaixo vídeo com entrevista de Telê Santana.
Editei os melhores momentos do programa Roda Viva de 1992 (TV Cultura). Exatamente 10 anos após a Copa de 82.
Jovens boleiros e amantes do futebol, peço 6 minutos de sua atenção. Vale a pena!!!
É a essência da bola em palavras.
Nada mais a declarar, somente escutar.
Editei os melhores momentos do programa Roda Viva de 1992 (TV Cultura). Exatamente 10 anos após a Copa de 82.
Jovens boleiros e amantes do futebol, peço 6 minutos de sua atenção. Vale a pena!!!
É a essência da bola em palavras.
Nada mais a declarar, somente escutar.
terça-feira, 19 de março de 2013
Primeiro Vídeo do Essência - Seleção 82 - Jogo coletivo e bonito
Como falei no meu primeiro post,
meu objetivo é mostrar e discutir conceitos do futebol, com a molecada de hoje em dia.
Tenho 36 anos. Sem exagerar,
lembro-me de futebol desde os meus 4 ou 5 anos de idade. Portanto, minhas
primeiras memórias são de 81 e 82. Não vou mentir, não me lembro de detalhes,
mas lembro-me de gols e alguns lances.
E para um garoto de 5 anos, ter o
Zico & Cia como ídolo, era uma tremenda vantagem. Ficou fácil gostar de futebol!
Aquela Seleção de 82, enchia os olhos de todos, com um futebol bonito, coletivo
e inteligente.
O saudoso Telê Santana, foi seu criador.
Por todos esses motivos, não
poderia eu, não começar o primeiro post com vídeo exemplificando um lance
do Essência, sem usar aquela saudosa Seleção de 82.
O vídeo abaixo, apresenta
um gol do Falcão, médio volante (isso mesmo!!) do time brasileiro daquela Copa
do Munda de 82, na Espanha.
O jogo é Brasil 4 x 0
Nova Zelândia.
Gostaria de atentar para os
seguintes aspectos do lance: precisão, inteligencia, toques rápidos e jogo
simples = gol lindo = coletivo.
Oscar rouba a bola, entrega para
Sócrates. "Um dois" de Sócrates para Falcão e Sócrates de
novo. Sócrates para Zico, que de primeira, maravilhosamente enxerga a
ultrapassagem de Falcão novamente vindo de trás (“quem se desloca tem
preferência”), pegando a defesa desprevenida. Falcão avança, entra na área,
protege e coloca a bola entre a trave e o goleiro (no pé de apoio do goleiro,
indefensável).
Todos sabem do final dessa estória.
Esse grande time, não conquistou a Copa de 82. Infelizmente.
Muitos ex-jogadores, ex-técnicos, e
cronistas esportivos dizem que foi o marco para o início do futebol de
resultado, praticado por maioria dos times de hoje em dia. O próprio Zico
declarou isso, em entrevista anos mais tarde.
O que ficou, foi
a essência do jogo bonito e coletivo. De craques que preferiam a bola
de pé em pé, dos deslocamentos perfeitos, ultrapassagens, do que vaidades e
dribles individuais.
Obrigado Telê, Zico, Sócrates,
Junior, Falcão, Eder, Leandro, etc..etc...
Para os meninos de hoje, olhem esse
lance! Não estamos inventando nada!! Isso já existiu!!! E nem foi o gol mais
bonito desse time fantástico, mas retrata sua filosofia coletiva, a precisão do
passe, os deslocamentos constantes.
O Pep Guardiola indagado por
jornalistas brasileiros, depois de Barcelona 4 x 0 Santos (final Mundial Clubes
2011), de como ele conseguira impor filosofia coletiva e inteligente no atual
Barcelona, respondeu: "meu pai me mostrava jogos da Seleção Brasileira de
82. Vocês deveriam saber disso. Não inventei nada!!!"
Portanto, acredito que Neymar,
Lucas & Cia, nunca viram esses vídeos. Se viram, precisam ver mais 30
vezes.
Eles não tem culpa de praticarem um
futebol brasileiro, hoje, não coletivo. Com o talento deles, na base dos times que os
revelaram, eles sempre foram o artifício técnico para bons resultados. Joga no
Neymar! Joga no Lucas! Eles resolvem! Eles foram de certa forma condicionados a
pegar a bola e resolver, sem muitas vezes fazer o jogo correto, o jogo
coletivo. Há tempo para mudanças? Sempre.....
quinta-feira, 14 de março de 2013
Objetivo do Blog
Caros amigos,
Este blog tem como objetivo mostrar e falar sobre futebol na sua essência.
Não tenho a intenção de ignorar o futebol atual, mas, o que praticamos hoje, principalmente no Brasil, está longe de ser o esporte coletivo e inteligente que já praticamos algumas décadas atrás.
Fui jogador amador de alguns clubes sociais, em São Paulo. Gostava do jogo bem jogado, de passes simples e poucos dribles. Sempre tive orientações de técnicos, familiares e amigos para jogar assim.
O que vejo hoje nos nossos gramados é completamente o contrário. Jogo individual com poucos jogadores que compreendem o desenrolar do jogo.
Por sorte, nasci em uma espécie de dinastia futebolística. Meu avô materno, Pablo Nehin, foi jogador do Estudiantes de La Plata (Argentina) na década de 30, tendo seu irmão, José Nehin, jogado a Copa de 1934 pela seleção Argentina. Meu pai, Clovis Correa Filho ou Jabuti, foi um grande goleiro. Infelizmente não o vi jogar. E mais próximo de minha geração, meu irmão Raphael, sete anos mais velho, também goleiro de grande categoria. Com ele pude inclusive jogar junto.
Com os citados acima, aprendi muito sobre o jogo. E de certo modo coloquei em prática na minha curta vida de futebol amador.
Fico pensando se meu filho, ainda não concebido, não conhecer o que o futebol brasileiro já fez de bom. Isso seria uma descontinuidade.
Por isso, tive a idéia de criar o Essência da Bola.
Ele é para todos os amantes do futebol, mas, principalmente para as novas gerações de futebolistas. Para esses, tentaremos mostrar que o "toca e recebe na frente", o "um dois", o "quem pede recebe, quem se desloca tem preferência", que a movimentação coletiva tanto ofensiva quanto defensiva, é muito mais importante e eficiente que uma "pedalada" ou uma "caneta".
Novamente, não quero ignorar os dribles, pedaladas e canetas. São lindos movimentos, que só engrandecem o jogo, quando bem usados. É que hoje, tem jogador que pedala, pedala, e mata o jogo coletivo.
Por enquanto, prefiro deixar a primeira frase para a molecada que gosta de bola, e que aprendi aos meus 12 anos, com um grande amigo e ex-craque do Pinheiros, Flavio Coelho ou Mulata. Ele dizia: "Carlão, futebol é simples, o amarelo passa pro amarelo, o azul pro azul". Isso nunca mais me saiu da cabeça.
Aguardem primeiro post com discussão e vídeo de um grande lance do passado recente. Tentarei fazer um post por semana.
Abraço,
Carlos Corrêa
Este blog tem como objetivo mostrar e falar sobre futebol na sua essência.
Não tenho a intenção de ignorar o futebol atual, mas, o que praticamos hoje, principalmente no Brasil, está longe de ser o esporte coletivo e inteligente que já praticamos algumas décadas atrás.
Fui jogador amador de alguns clubes sociais, em São Paulo. Gostava do jogo bem jogado, de passes simples e poucos dribles. Sempre tive orientações de técnicos, familiares e amigos para jogar assim.
O que vejo hoje nos nossos gramados é completamente o contrário. Jogo individual com poucos jogadores que compreendem o desenrolar do jogo.
Por sorte, nasci em uma espécie de dinastia futebolística. Meu avô materno, Pablo Nehin, foi jogador do Estudiantes de La Plata (Argentina) na década de 30, tendo seu irmão, José Nehin, jogado a Copa de 1934 pela seleção Argentina. Meu pai, Clovis Correa Filho ou Jabuti, foi um grande goleiro. Infelizmente não o vi jogar. E mais próximo de minha geração, meu irmão Raphael, sete anos mais velho, também goleiro de grande categoria. Com ele pude inclusive jogar junto.
Com os citados acima, aprendi muito sobre o jogo. E de certo modo coloquei em prática na minha curta vida de futebol amador.
Fico pensando se meu filho, ainda não concebido, não conhecer o que o futebol brasileiro já fez de bom. Isso seria uma descontinuidade.
Por isso, tive a idéia de criar o Essência da Bola.
Ele é para todos os amantes do futebol, mas, principalmente para as novas gerações de futebolistas. Para esses, tentaremos mostrar que o "toca e recebe na frente", o "um dois", o "quem pede recebe, quem se desloca tem preferência", que a movimentação coletiva tanto ofensiva quanto defensiva, é muito mais importante e eficiente que uma "pedalada" ou uma "caneta".
Novamente, não quero ignorar os dribles, pedaladas e canetas. São lindos movimentos, que só engrandecem o jogo, quando bem usados. É que hoje, tem jogador que pedala, pedala, e mata o jogo coletivo.
Por enquanto, prefiro deixar a primeira frase para a molecada que gosta de bola, e que aprendi aos meus 12 anos, com um grande amigo e ex-craque do Pinheiros, Flavio Coelho ou Mulata. Ele dizia: "Carlão, futebol é simples, o amarelo passa pro amarelo, o azul pro azul". Isso nunca mais me saiu da cabeça.
Aguardem primeiro post com discussão e vídeo de um grande lance do passado recente. Tentarei fazer um post por semana.
Abraço,
Carlos Corrêa
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