Sou nascido em 1977, ano do primeiro título brasileiro do São Paulo Futebol Clube..
Pedro Rocha fazia parte do time de Minelli que ganhou do Atlético Mineiro na decisão por pênaltis, em pleno Mineirão.
Infelizmente, quando comecei a ver jogos de futebol, Pedro Rocha já estava parando de jogar.
Mas, amigos mais velhos do futebol e familiares, principalmente meu irmão Raphael, sempre falaram maravilhas do craque uruguaio.
O meia-atacante jogou quatro Copas do Mundo – nenhum uruguaio conseguiu isso – foi ídolo no Peñarol, do Uruguai (81 gols em 159 jogos), no São Paulo (113 gols em 375 jogos), foi ídolo da Celeste (17 gols em 52 jogos).
Até o Pelé o colocou entre os cinco maiores jogadores de todos os tempos.
Pelos "tapes" e vídeos, obviamente é muito fácil ficar fascinado com o futebol de "El Verdugo".
Meia de muita categoria. Armava o jogo, mas chegava muito facilmente na área para finalizar, e com os dois pés.
Anos mais tarde, já com meus 20 anos (1997), jogando no campeonato interno do Clube Atlético Indiano, tive o prazer de conviver com os dois filhos de Pedro Rocha. O mais velho, Pedrinho, foi nosso técnico no Corinthians do Indiano. O mais novo, Gonçalo, jogava no nosso time, e por sinal muito bom meio-campista.
Não tive a oportunidade de encontrar Pedro Rocha. Meu irmão teve esse prazer em uma tarde, anos antes de eu começar a jogar no Indiano. Lembro dele me contar, com emoção, como foi apertar a mão de "El Verdugo".
Anos mais tarde, Pedro Rocha adoeceu. Nunca mais falei com seus filhos, mas sempre pensava positivamente para que tudo estivesse da melhor maneira possível.
Agora, no dia de sua morte, o que li nas entrevistas de Muricy, Serginho Chulapa e tantos outros companheiros, é notório. Todos, sem exceção, comentam o jogador e pessoa maravilhosa que foi Pedro Rocha. O pouco que conheci seus filhos, demonstra isso. Ótimas pessoas.
Uma das boas histórias que Pedro Rocha fez parte é a final da Libertadores de 1966.
Na chamada negra (terceira partida da final), pois cada time havia vencido em seus territórios, o Peñarol saiu perdendo de 2 x 0 para o River no primeiro tempo, em Santiago do Chile. Liderado por Pedro Rocha, o Peñarol empatou o jogo no segundo tempo, e com mais dois gols virou o jogo na prorrogação.
Após essa virada, os torcedores do River deixaram de ser chamados de "milionários" para serem chamados de "galinhas", ou "gallinas" em espanhol. Até hoje possuem esse "apelido".
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2013/12/02/morre-pedro-rocha-ex-jogador-e-idolo-do-sao-paulo-e-da-selecao-uruguaia.htm
Deixo outros links de algumas matérias e blogs que selecionei, sobre o Pedro Rocha.
Histórias maravilhosas para eternizar esse craque de bola!!
http://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2013/12/02/pedro-forte-como-rocha-morreu-e-eu-me-lembrei-do-grilinho/
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2013/12/03/forlan-e-chulapa-lamentam-morte-de-pedro-rocha-e-reverenciam-idolo.htm
Maravilha o texto, em especial escrito por um comentarista amador (meu filho).
ResponderExcluirMuito sentida a perda do craque Pedro Rocha. Tive a honra de conhece-lo pessoalmente no Indiano, pois Carlão e eu jogamos com os dois filhos dele, Pedrinho e Gonzalo. Nunca esquecerei aquele dia.
ResponderExcluirPedro Rocha foi meu grande ídolo da infância! Virei definitivamente São Paulino por causa de um gol de falta do Verdugo no Leão na final do 1º turno do Campeonato Paulista de 1975 contra o Palmeiras. Detalhe importante: meu pai é palestrino histórico. Imaginem a importância do Pedro Rocha para mim. Contei para seus filhos que ele era como um super-herói. E Pedrinho e Gonzalo se surpreenderam, pois talvez ainda não tivessem a dimensão do que foi o pai deles para os outros garotos fanáticos por futebol como eu.
Raphael Corrêa